10 PRINCÍPIOS PARA MELHORAR O TREINAMENTO

Com esses dez princípios não quero te dar a fórmula mágica para melhorar o rendimento desportivo, simplesmente fingir que entenda um pouco, o maravilhoso e às vezes complexo mundo do treinamento desportivo.

  • Individualizar todo o possível.
  • Adaptar o treino do desporto praticado.
  • Procurar uma certa sobrecarga.
  • Evitar a repetição dos mesmos treinamentos.
  • Respeitar uma adaptação geral.
  • Partir do geral para o específico.
  • Fazer atividades semelhantes para produzir transferência.
  • Participar de uma forma activa no processo de treinamento.
  • O treinamento tem uma parte de ciência e outra de arte.
  • Se não há treino, ocorre um desentrenamiento.

1) IDENTIFICAR TODO O POSSÍVEL:

Todos e cada um de nós respondemos de forma diferente a estímulos iguais, iguais, treinamentos iguais, etc, e até mesmo um mesmo indivíduo responde de maneira diferente em diferentes períodos de tempo, devido à hereditariedade, a maturação, a alimentação, o descanso, as horas de sono, o nível de condição física, a motivação, as influências ambientais.

Todo treinamento deve individualizarse por muito semelhantes que sejam os objetivos e as circunstâncias de dois atletas. Há que se concentrar na especificidade de cada indivíduo, com o mesmo treinamento não pode ser aplicado de forma generalizada a várias pessoas.

2) ADAPTAR O TREINO DO DESPORTO PRATICADO:

Dependendo da modalidade praticada, os treinos devem adaptar-se aos objectivos e funcionamento desta disciplina. Cada modalidade esportiva tem suas características particulares, tanto a nível biomecánico como fisiológico, é por isso que o treinamento deve ser específico, não tem sentido que um jogador de golfe, um halterófilo, um judoca ou um ciclista realizem um mesmo treino, se bem que podem realizar um mesmo trabalho, como, por exemplo, o ginásio, mas devem individualizar os rotinas que devem ser destinadas para as melhorias funcionais de sua disciplina. Cada um desses atletas é “forte”, em seu esporte, e cada um deles vai se beneficiar apenas com um treinamento que recaia sobre sua “força” particular.

3) PROCURAR UMA CERTA SOBRECARGA:

No esporte acontece da mesma forma que, quando fazemos fricção, pressão sobre uma área de pele, se torna-se bastante, mas não muito, se formaram calos, mas se passamos aparecerá uma bolha.

Nosso corpo é regido por algumas leis fisiológicas, por isso o corpo se adapta e supercompensa perante os diferentes níveis de estresse, que se lhe oferece, mas passar a treinar não significa que sobrecompensaremos mais, senão todo o contrário.

O ideal para um atleta é treinar o necessário para não ir nem ficar curto, e, assim, procurar por essa certa sobrecarga.

4) EVITAR A REPETIÇÃO DOS MESMOS TREINOS:

Para poder sobrecarregar, o esforço imposto ao corpo deve apresentar-se como um estímulo de intensidade maior do que geralmente se lhe impõe.

Se você sempre se realizam agachamentos com o mesmo peso, as mesmas repetições e séries sem modificá-las no tempo, as possibilidades de melhoria são reduzidos ao mínimo. De igual forma, se sempre sais a correr no mesmo circuito com a mesma velocidade, sem aumentar a dificuldade, parte ou intensidade, não vai melhorar nunca, e se estancarás.

5) RESPEITAR UMA ADAPTAÇÃO GERAL:

O organismo adapta-se às situações impostas, assim, seguindo o modelo aplicado por Hans Seylle o estresse psicológico, podemos distinguir várias fases no processo de adaptação geral que haverá que respeitar

  • Fase de alarme: o corpo não aceita as sobrecargas impostas sobre ele e começar a tomar medidas para combatê-lo.
  • Fase de resistência: o corpo tentará resistir ao stress
  • Fase de exaustão: o corpo, inevitavelmente, chegará a esgotar-se você não receber o repouso necessário.

Estas três fases, nos indicam de forma bastante clara que devem existir períodos de baixa intensidade entre os esforços de sobrecarga. Treinar de forma exaustiva, sem respeitar as diretrizes necessárias para a sua recuperação, pode levar ao overtraining. Este apresenta uma série de consequências negativas, entre as quais temos que destacar as infecções, lesões e, finalmente, o declínio do desempenho que trabalhamos dia-a-dia.

6) A PARTIR DO GERAL PARA O ESPECÍFICO:

O organismo se adapta de uma forma muito específica de acordo com o treinamento que você recebe, no entanto, é necessária uma forte base atlética, da qual muitas vezes o atleta não tem, portanto, o treinamento deve ir de uma fase de treinamento generalizado para outra fase mais específica

7) FAZER ATIVIDADES SEMELHANTES PARA PRODUZIR TRANSFERÊNCIA:

A realização de diferentes tarefas, através da melhoria de algum fator que intervenha no exercício, pode melhorar outros fatores, ou qualidades, sempre que o desenvolvimento desse fator tenha relação com a especialidade que se pratique, assim, por exemplo, um skatista que realize sessões de bicicleta melhora a força de suas pernas de uma forma muito positiva para o gesto de movimentação com os patins.

8) PARTICIPAR DE FORMA ACTIVA NO PROCESSO DE TREINAMENTO:

Este princípio considera que a relação entre o treinador e o atleta deve ser tal que possibilite a este saber por que e para que actua. O treinador deve elaborar os objetivos, juntamente com seus atletas, desta forma saberão por si mesmos quais são os objetivos que devem alcançar. O atleta deverá participar no planejamento ativamente e analisá-la, assim conseguirá ver a progressão de seus resultados. Isso permitirá treinar com eficácia e conhecer a finalidade do treino, melhorando suas marcas e participar com sucesso em competições.

9) O TREINAMENTO TEM UMA PARTE DE CIÊNCIA E OUTRA DE ARTE:

Devido às múltiplas variáveis a que está submetida cada pessoa, é impossível que um treinador tenha uma solução universal para te fazer melhorar. Devemos ser conscientes de que, no processo de treinamento desportivo há uma parte bastante importante no que há que ter intuição, com rigor científico, isso sim, e isso lhe poderíamos chamar de “arte do treino”. No processo de treinamento ciência e a arte devem se complementar em partes iguais, 50% de cada uma delas, para assim garantir o sucesso desportivo.

10) SE NÃO HOUVER TREINO, OCORRE UM DESENTRENAMIENTO:

Quando um atleta reduz ou para o treinamento físico, perde o seu nível atlético. Assim, a maior parte dos efeitos obtidos com o treinamento se perdem ao fim de 8 semanas mais ou menos.

A perda em velocidade e agilidade são relativamente lentas, mas a flexibilidade é rapidamente perdida.

Se o exercício é mantida a um nível moderado, muitos dos efeitos benéficos também serão mantidos. Os níveis de fundo, por exemplo, é possível manter-se durante vários meses se continuarmos a um programa de exercício suave durante 1 ou 2 dias por semana.

Além disso, o desentrenamiento é afetada pela forma em que o atleta adquiriu as suas melhorias, ou seja, em função do treinamento. Aqueles que são treinados para aumentar a intensidade de forma gradual ao longo dos anos, tendem a perder os efeitos do treino muito mais lentamente do que aqueles atletas que treinaram intensamente durante curtos períodos de tempo.

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