À espera do trem de Boston

Boas tardes em Snellville (Geórgia, EUA),

Já se passaram 10 dias desde que aterrou os Estados Unidos e a definir neste início de turnê com um adjetivo, usaria o da turnê “rocambolesca” e é que, desde que viera a minha mala no aeroporto de Dallas, nunca mais voltei a saber do que ela… já que nessa última conexão em Atlanta nunca mais a voltei a ver.

Deixando para trás essa primeira semana, onde eu tinha que comprar algumas roupas e utensílios pessoais e devolver quase tudo no dia seguinte, já que o pessoal de “American Airlines” ele me ligou dizendo que minha mala havia sido localizada em Dallas e que horas depois descobriu-se ser um falso alarme … como dizia deixando para trás aqueles dias de descontentamento, tive uma rápida adaptação às duríssimas condições de treinamento da Geórgia, muito conhecida por suas ladeiras, que para mim, sempre me foram fenomenal para alcançar um ótimo estado de forma.

No Sábado passado disputé a Cooper River Bridge de 10Km em Charleston e as sensações foram boas, em 2Km de subida para a ponte onde eu marchei para a vitória, mas como sempre que venho aos Estados Unidos, nos últimos 3Km, que são totalmente planos, foi-me impossível correr com amplitude… é como que você se sente anquilosado e se não corre amplo, é muito difícil sentir-se rápida, já que a fórmula matematica para correr a mais de velocidade simples (Força gerada a partir do atleta e transmitida ao aro propulsor + tempo de contato com o anel), sendo esta segunda variável que faz com que o impulso mecânico seja maior ou menor… no final da primeira semana nos Estados Unidos não costumo ter sempre uma grande amplitude da braçada.

Nesse Sábado, depois de voltar de Charleston (6 horas de carro até Snellville, Geórgia), já deixei tudo pronto para partir no Domingo continuar se preparando para as provas que se aproximam, sendo a Maratona de Boston no próximo dia 15 de Abril, a primeira grande encontro… Sem ir mais longe no Domingo eu completei um tiro extensivo a 145 batidas em um circuito bastante torcida que eu tenho mesmo ao sair de casa. São 7Km e um dos voltas é feito em uma casa funerária, que leva por nome “ETERNAL HILLS (Colinas eternas) e adapta-se às mil maravilhas com a exigência deste circuito. Sem ir mais longe terminei os 42Km em 2h22min e esta foi a última (puxada longa) antes de Boston.

Hoje grande treinamento de Potência Aeróbica na pista... 20*500m com um minutito de recuperação

Hoje grande treinamento de Potência Aeróbica na pista… 20*500m com um minutito de recuperação

A maioria dos dias passados por igual; quando me levanto às 7 e, depois de um bom pequeno-almoço sob a fábrica onde estão projetando a minha nova cadeira de competição. Sobre as 9:15 saio para treinar em estrada e às 12:30 almoço e durmo cochilo para concluir sobre as 16:30-17:00 horas, uma sessão muito mais suave em uma urbanização em frente de casa. Quando eu dirijo até o ginásio, e lá eu faço uma rotina de fortalecimento geral banco que não me leva mais de 45 minutos, incluindo alongamentos. Regresso a casa e preparo um jantar a luz e a comida do dia seguinte (após as longas sessões matinais é-me impossível entrar a cozinhar, já que às vezes me custa até respirar).

Hoje o arroz com legumes e carne saiu a cena... Os molhos são proibidas.

Hoje o arroz com legumes e carne saiu a cena… Os molhos são proibidas.

O Domingo toca voar para Boston… o trabalho está feito… Descansar, rodajitos suaves, dormir 11 horas diárias e comer e se hidratar adequadamente… o Segredo? Eu não conheço outro segredo, mas eu tenho o pressentimento de que o Sábado reventamos o tempo em Boston…

Desta vez vôo no dia antes da prova... Acho que ficar em casa e evitar refeições de catering para eventos, ajuda muito a ter um melhor desempenho...

Desta vez vôo no dia antes da prova… Acho que ficar em casa e evitar refeições de catering para eventos, ajuda muito a ter um melhor desempenho…

Saudações atléticas,

Santi

Im no twitter man @santirun

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