Auto-confiança, uma das chaves do sucesso

Neste sábado passado fui a nadar com os Tfswimmers. Tinha planejado uma viagem, de ida e volta ao hotel Vela: “Serão quase 3000 m”. Eu fiquei nervosa, pois faz muito tempo que não nadava seguido uma distância semelhante, como Construções, e dissemos que, no km-nos-íamos a volta.

Iniciar o nado endereço do Hotel Vela e as sensações eram desagradáveis, “vítor, uffff, me aborreço, não tenho aquecido, quanto falta para o km, por que Construções segue nadando, inserimos que, no km daríamos a meia-volta, vítor, vítor, vítor, não chega nunca, esse primeiro km, eu não gosto de sua atitude Lourdes, não vamos bem, que longo deste km. Assim protestando até chegar ao Vela. Ohhh, quase todos os Tfswimmwers estavam lá, havia chegado até a Vela. 1400 metros em 27 minutos. Ahhh, pois não está tão mal, todos os vítor se tornaram ¡¡”bem”!! E de volta já fui fazendo forte. Nadava e quanto mais nadava melhor me encontrava, corria e não me cansava, tinha o corpo já há muito lugar para o aquecimento e constatei que o método Maffetone, como diz Construções “se deu endurance”. Eu Me senti muito resistente e terminei o treino muito feliz. Ida e volta, 2900 metros no total, em 1 hora 4 minutos. Em Zurique, tenho em mente fazer a natação em 1hora 30 minutos, em silêncio. Eu não vou sair desfondarme no minuto zero que é um dia muito longo.

“Ida e volta, 2900 metros no total, em 1 hora 4 minutos”

No domingo fizemos o passeio de bicicleta do Meio Ironman de Calella. Plano únic. Fez um calor infernal. O porto de 10 km do Montseny o subi, em alguns trechos, a 6 km/h. Sim, sim, estão a ler bem, a 6 km/h. As batidas não ficaram abaixo de 140. A temperatura de mais de 30 graus e o sol do meio-dia fizeram mossa. Foram 4 horas e meia longas, finas, longas, mas em melhor companhia impossível. Apesar de os calores e da exigência do circuito nos divertimos muito, como sempre.

“No domingo, fizemos o passeio de bicicleta do Meio Ironman de Calella”

Em duas semanas vou competir neste Meio Ironman de Calella. Prova que eu conheço muito bem, uma vez que a fiz em três ou quatro ocasiões. As duas últimas edições com um novo circuito de bicicleta especialmente exigente. Há um desnível de 1100 metros em 90 km e três portas de 8, 10 e 6 km, respectivamente. O ano passado eu fiz o circuito de bicicleta em 4 horas, tendo feito um natação em quase 44 minutos e tendo arrastado como um mal bicho na meia maratona fazendo um tempo de 2horas 40 minutos. Um tempo de 7 horas e 40 minutos, se não me recordo mal. Aqui ficam os tempos. Não se trata de que nesta edição melhore os registros (espero fazê-lo). O que eu quero é ter sensação de auto-confiança, sentir que a disciplina nos treinos, que os exercícios complementares, a nutrição…. que todo o trabalho feito até agora começa a dar os seus frutos. É o momento de respirar fundo, deixar-me levar pelo trabalho realizado, sem questionar nada, nada que não seja a reparar nas sensações. Um teste a dois meses de Zurique.

Os dias vão passando, um atrás do outro. E há que estar atento, vigilante, cuidando de todos os detalhes, sem pressa, mas sem pausa. Isso, em princípio, parece lógico. Por esse motivo e mais o método de Phil, o pensamento que sempre me acompanhou desde que me iniciei na cozinha foi: “A soma de cada detalhe faz a diferença” . Fundamental ter claro que isto é assim. Acho que por isso sou tão fã do método Phil Maffetone.

Phil está sempre atento sem ser notado. Sutil, inteligente e acima de tudo levando com grande maestria toda a parte emocional é fundamental para que o trabalho que estamos realizando dê o seu fruto. Nunca há pressão em nada, nunca há stress, não há um olhar de desaprovação no feito, no pensamento (mesmo que tenha de mudar algumas formas de abordagem para ter melhores resultados). Me sinto acompanhada, temos a cumplicidade necessária entre o que ensina e o que aprende. A partir de então acho que conseguimos algo muito importante, não apenas conhecer-nos: ter o máximo de confiança. Eu me deixo guiar e ele sabe que farei como uma talibana o que me dizer.(Até mesmo, deixar de comer pão 🙁 )

Os dias vão passando, um atrás do outro. E há que estar atento, vigilante, cuidando de todos os detalhes, sem pressa, mas sem pausa

Os dias vão passando, um atrás do outro. E há que estar atento, vigilante, cuidando de todos os detalhes, sem pressa, mas sem pausa

Este caminho também está Ester Galindo, milhares de conversas por meio de compreender, aprender e sentir-me acompanhada, já que o método de Phil faz com que você deixe de ter colegas de treino, poucos são capazes de acompanhá-lo a 139 pulsações. Mas aqui quero agradecer a várias pessoas incondicionais, Curris (meu marido) que até foi capaz de inscrever-se no meio Ironman de Calella por equipamentos, para ter uma desculpa para treinar e me acompanhar nos treinos; a Construções que me escuta com atenção todo o processo e me escolta quase todo fim de semana, a bicicleta e a Rosa que não falhou nem uma semana em me fazer companhia, compartilhando saídas com a bicicleta, correndo descalças na praia e nadar no mar.

Muito obrigado a todos.

#RoadtoIMZurich

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