Charleston, Charleston (céu e inferno, na costa Leste norte-americana)

Charleston pode ser definida, basicamente, como uma pérola na costa atlântica americana.

Ontem competí lá e após a prova e vitória, voltei a Snelville (Geórgia), onde hoje tenho seguido batendo no belo circuito de Stone Mountain Park (se você for um corredor ou ciclista e vá de férias para Atlanta, anote este lugar para treinar uma manhã).

Este, em meu gabinete de trabalho, a apenas 30Km de Atlanta.

Este, em meu gabinete de trabalho, a apenas 30Km de Atlanta.

Na prova de Charleston (Cooper River Bridge 10K), correm 46000 atletas e antes de os corredores saem os racers (atletas em cadeira de rodas). Ali, anunciaram meu nome “From Albatera, Spain and as one of the favourites Santiago Sanz”…

A prova é dura, dura, dura. Começa com dois quilômetros e meio lisos (com vento contra). Eu peguei o 3000 em 744. A partir daí até o quilômetro cinco é o Arthur Ravenel (ponte acordonado mais alto dos EUA) e quando virdes essas fotos, vão ver que a subida de 2300m é alucinante.

2,3 Km a 5% de desnível dão para lhe dar muitas voltas ao coco.

2,3 Km a 5% de desnível dão para lhe dar muitas voltas ao coco.

A ascensão se prolonga cerca de treze minutos, a um ritmo de 10 km/h que é o que eu dei para coroar a ascensão liderando a prova

A ascensão se prolonga cerca de treze minutos, a um ritmo de 10 km/h que é o que eu dei para coroar a ascensão liderando a prova

Quando você chegar ao topo, você está no próprio inferno, de fato, ainda se vê um céu esplêndido em Charleston, a tortura é brutal, mesmo para os escaladores como eu, que vão recalentándose quando só tiver cumprido um terço do mesmo.

Abertura da prova, com rampas de até 16%, como a que se observa em Stone Mountain Park Quinta-feira passada me tem ajudado muito para esta prova

Abertura da prova, com rampas de até 16%, como a que se observa em Stone Mountain Park Quinta-feira passada me tem ajudado muito para esta prova

No mesmo dia, após a prova, onde não desci de 30min (3036) (eu tenho o recorde da mesma com 2608 do ano passado) pois tivemos ventos contrários de até 50Km/h, voltei no meu carro Snelville (Geórgia), onde, hoje, eu segui treinando 20Km suaves com o meu companheiro de Rafi e uma horita de um centro de fitness.

Uma foto do podium

Uma foto do podium

Amanhã volta a Portugal, depois de seis semanas sem ver a minha mulher (Pilar) e minhas filhas (Ana e Daniela). Tenho muita vontade de ver minhas rainhas. Antes toca rodajito matinal e um voo de Atlanta para Frankfurt e de lá para Lisboa e Coimbra. Eu não posso esperar para que a brisa do Mediterraneo esfregando meu rosto.

 É hora de voltar com as minhas rainhas.

É hora de voltar com as minhas rainhas.

Saudações atléticas da Geórgia,

Santi

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