Clássico dos Lagos de Covadonga: Versão de um pouco na bicicleta de estrada

Não vos tinha contado muito…mas ultimamente valor muito em bicicleta de estrada, e é que o joelho não me deixa correr, além de 10 km e há que entrar em forma e em vista de que os maratonas são descartados, pois me toca pedalar e nadar muito para me recuperar bem e evitar mais lesões.

CL11_5207sábado, 21 de junho tive com a Clássica dos Lagos de Covadonga, uma murcha de 110 km que acaba no alto de Covadonga, onde ninho das águias asturianas. Consegui terminá-la e sem colocar o pé em terra, subindo a famosa custa de la Huesera e terminando em pouco mais de 5 horas e meia, não digo mais, porque eu sofri muito e isso fica em casa…

A bicicleta acaba com meu palavreado habitual, o que dureza! Como admiro os ciclistas de estradas, tanto os profissionais como os populares sabem sofrer como ninguém. Estou descobrindo um mundo de sacrifício: exercícios em condições extremas de chuva, neve, vento, sol, etc., Sensações novas, algumas más: aguentar durante as horas de desconforto de um selim ‘completo’, sentir a desidratação quando já é demasiado tarde, as quedas e riscos nem o medo dos carros; muitas outras boas: a beleza selvagem das paisagens dos portos, a sensação de liberdade de baixar um porto depois de ter coroado, o companheirismo das grupetas, o pique saudável entre as meninas, e o alívio de ver que a Fran, minha ‘cara’ está sempre ao meu lado e não na frente como quando corremos maratonas juntos.

A Clássica dos Lagos de Covadonga é realmente um clássico, todos vimos os ‘Contadores’ subi-la na Volta a Portugal, mas pedalearla sem ser profissional é um desafio que coloca à prova a nossa mente, as pernas, o coração e os pulmões… reconheço que me pareceu muito dura, mais do que qualquer maratona que fiz, e reconheço que tem que estar muito bem treinado para atrever-se com ela, mas no final conseguimos e coronamos em um dia ensolarado dos poucos que se vêem em lagos.

Meus tempos são muito maus… Ai! sinto muito por Chema Arguedas que me treina e aguenta as minhas desculpas e preocupações, basta-me ter terminado… e ter visto terminar Felix, meu compilou de treinos, o que, com seus 62 anos convenci para fazer e o que sempre digo o que ‘mais eu quero ser como tu’. E é que a bicicleta une pequenos e grandes, fortes e fracos, para mulheres e homens, todos são heróis quando coroam uma porta, mais se é tão duro como o de Lagos de Covadonga.

Próximo destino…. eu conto sempre o consiga, é mais difícil ainda do que o de subir os Lagos de Covadonga.

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