Com um olho na primeira bóia

Estou de tapering e isso significa que eu vou reduzindo as horas de treino e tendo mais tempo para outras coisas.

Com esse tempo “livre” que tenho já iniciado pouco a pouco o treino “espiritual”. É verdade, sentir que o seu espírito está pronto, te dá força. Nestas últimas semanas tenho estado muito tranquila e começo a preparar o dia da prova.

Falei com Phil. O Phil que tenho de fazer nos momentos de fraqueza? Queria sua dicas. Embora seja verdade que isso até agora sempre soube gerir queria ouvir os sábios conselhos de Phil.

Minha melhor ferramenta foi transformar o negativo em positivo batendo a porta aos pensamentos pessimistas com cadeado, ao primeiro sintoma de informação negativa. Desta forma, consegui derrubar com argumentos claros. Coloquei um exemplo: no meu primeiro e único Ironman, a bicicleta choveu sem piedade, caíram engraçados, fez vento, granizó e baixou a temperatura. Eu sempre tinha sido muito miedosa com a chuva. Mas em vez de me dar uma informação negativa, tornei a situação em positiva e me dizia que eu tinha muita sorte porque estava chovendo no trecho de subida, onde eram quase 10 km de subida e que, com sorte, essa tempestade de verão que cessaria ao chegar em cima. E assim foi. Sempre, sempre, sempre, o negativo, o transformo em positivo “mejooor”, “que sorte eu tenho”……… e dou a volta.

“Aceitar as situações fazem com que a cabeça possa geri-los melhor do que se você só ouve a tua cabeça na queixa constante”

Às vezes, penso e estou convencido a mim mesma de que não se passa nada, que o IM tem data de expiração, que às 23:00 p. m de certeza que aquilo acabou, para o bem ou para o mal, e que no dia seguinte estarei sentada no sofá curtindo minha zona de conforto. Não é uma prova de somar, dia após dia, ou de estar ficando com um frio tremendo e depois dormir a céu aberto. Existem milhares de situações muito piores do que as que você pode encontrar na IM em intensidade e duração. Repito que, para mim, e acho que até para o mais pro, um IM é muito duro, muito, mas se cada um se concentra em sua carreira e as coisas vão bem, em menos de 16 horas, como maximísimo acabou.

Agora está muito na moda falar da zona de conforto. Em um Ironman é claro que você sai da sua zona de conforto, mas se o aceita, em vez de lutar contra isso, é muito mais suportável. Aceitar as situações fazem com que a cabeça possa geri-los melhor do que se você só ouve a tua cabeça na queixa constante. Reclamar não adianta nada, nada bom.

Eu tenho meus mantras, um que use muito da vez passada foi : “forte e clara” “forte e clara”, até que por fim eu acreditei 🙂

Estas foram as palavras de Phil à minha pergunta de o que fazer nos momentos de fraqueza:
Dicas para não diminuir mentalmente:

1. Não se compare nem te piques com ninguém.

2. Concentre-se em você, na sua carreira e em seus sentimentos.

3. Utilize as visualizações. Enquanto estiver nadando, visualízate saindo do lago, visualiza a chegada aos boxes enquanto estiver pedalando; e a linha de chegada quando estiver correndo a maratona. Ou simplesmente visualízate fazendo aquilo que mais ilusão se faz agora mesmo. Talvez seja a imagem de Lourdes recebendo a medalha? #quieromimedalla. Qualquer imagem que você coloque um sorriso no rosto e te dê a correr, vai às mil maravilhas.

4. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

5. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

6. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

7. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

8. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

9. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

10. ¡¡DISFRUTAAAAAAAAAAAA!!

De momento, gosto e muito de todos os preparativos, fica uma semana e eu estou olhando para um monte de coisas. A soma dos detalhes faz a diferença.

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