De acolhimento em Aldeias de Crianças com 1 ano para os Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos nos deixam grandes momentos da luta pelas medalhas, os novos recordes mundiais, mas também grandes histórias de superação como a de Mavis Chirandu, uma mulher africana que também nos serve de bom exemplo do trabalho que realizam organizações como Aldeias Infantis que realmente ajudam a livrar o mundo da mulher.

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e a sua paixão é o futebol. Chegou à Aldeia Infantil SOS de Bindura, no Zimbábue, com apenas um ano e hoje, vinte anos depois, está cumprindo um de seus sonhos: participar nos Jogos Olímpicos do Rio de janeiro.

Jonathan chegou à casa de Aldeias para Crianças de Bindura sendo apenas um bebê. Alguém a encontrou na estrada, e a levou até lá. Não sabem quem foi, mas todos o conhecem como “o bom samaritano”. A Mavis gostaria de poder agradecer a oportunidade que lhe deu: a possibilidade de viver em uma família que, segundo garante, “não difere em nada daquela em que as crianças vivem com seus pais biológicos”.

O tempo foi passando, e aquele bebê se transformou em uma menina inquieta, que encontrou no esporte seu refúgio e sua paixão. Ao começar a escola entrou no computador Hermann Gmeiner e seus professores e colegas, não demorou em perceber o seu talento. “Eu aprendi que era bom jogando futebol quando tinha onze anos”, confessa.

Mavis jogava futebol, todas as noites, até que a escuridão lhe impedia de ver a bola e seguir o movimento do resto de jogadores. Em 2010, o treinador apontou a equipe em um campeonato regional e com quinze anos de Mavis começou a se destacar fora da Aldeia.

Mavis no extremo direito da primeira fila junto a seus companheiros de seleção

O caminho para o Rio

Com 17 anos entrou para a equipa nacional de sub-17, os Mighty Warriors, e pouco depois tornou-se sua capitã. Viajava todos os dias para Harare, capital do zimbábue, para treinar. Muitas vezes teve que dormir na sede do clube, porque se fazia tarde para voltar para casa, a uma hora da capital.

Atualmente, Mavis reside em Harare, e joga na primeira divisão de futebol feminino de seu país. Tem participado em oito campeonatos internacionais e sua projeção não tem feito mais que começar. Jogue com paixão e determinação, e tem claro que o esforço e a dedicação são fundamentais para se tornar jogadora profissional.

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