O DisCamino de Santiago | O peixe Rapaz come o grande

Graças a um tio fantástico e apaixonado do desporto e da vida como Coe pude conhecer esta história que é, juntamente com a SuperPaco, o que mais eu gostava de escrever nos últimos meses. Oxalá tivesse mais pessoas como Javier, o criador do DisCamino de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIMG-20150912-WA0016[1]IMG-20150914-WA0012[1]IMG-20150919-WA0002[1]A capa do leitor Gerardo e Javier. Leia a bela história do DisCamino na pág. XXX

Há 20 anos, Javier Pitillas, viguês, atleta internacional de 400 metros em seus bons tempos de atleta, conhecesse um rapaz de 17 anos chamado Gerardo no Centro de Recursos Educativos da ONCE, em Pontevedra. A mãe de Gerardo teve a rubeola na gravidez, e isso fez com seu filho, problemas de visão, surdez e de envelhecimento precoce (embora agora tem 37 anos, neurologicamente, é como se tivesse cumprido já 65). Gerardo encontrou no esporte, a alegria de viver. Javier foi seu monitor durante dois anos, mas seu amigo para sempre e, juntos, em agosto de 2009, “inventaram” o DisCamino.

Gerardo fez seu primeiro Caminho de Santiago pedalando sobre um Copilot, triciclo tandem de origem holandesa (com Javier de piloto atrás dele) que uma alma caridosa decidiu doar para que se cumprisse o seu sonho. “Quando chegamos à Praça do Obradoiro, conta Fernando, Gerardo disse-me “Busca mais amigos como eu para poder fazer o Caminho de muitos anos”. Tinha acabado de nascer o DisCamino, que tornou-se um instrumento facilitador para que qualquer pessoa deficiente possa desfrutar de tudo que a peregrinação oferece aos que não são deficientes.
A partir desse ano Gerardo e Javier tornaram cada ano no Caminho certo e cada vez mais companhia. Este ano houve até 4 saída: com Javi e sua handbike pelo Caminho Português; pela mesma rota com os amigos do Centro de Atenção Integral Personalizada de Abóbada (Lugo) em sua peregrinação a pé e em cadeira de rodas; pelo Caminho francês com David e Diana (anos de paralisia cerebral) e a Rota da Prata com Gerardo no grupo fazendo estágios de 60 km, em média, até chegar aos 1.000 do curso. Lá também estiveram Xavier e Antonio Luque, companheiros de aventura, o anos de 2012 e com o objetivo de atribuir Gerardo do precioso documentário A desordem dos sentidos.

Do Sport Life não podemos fazer mais do que louvar esta iniciativa que surgiu em Vigo. Nos conta a Xavier que “já temos doze copilotos “amigos com problemas” e um bom grupo de pilotos também. A verdade é que não é um sacrifício estar com eles. É enriquecedor estar um dia com um e outro com o outro, e aprender continuamente deles. E o Caminho, mesmo que você repita 20 vezes, sempre será diferente”.

Como resumo do projeto DisCamino escolha uma frase que leu há muito tempo e que fecha todos os seus e-mails.
Se o seu mal tem remédio, porque te aflijes?
E se não o tem, por que te afliges?
Não vos aflijáis em vão.

Como podes ajudar você a DisCamino?
De duas formas muito claras e diferentes: com o dinheiro e com o tempo. Dinheiro para conseguir o material, transporte, manutenção na rota, o alojamento…Tempo para poder ser piloto de um de seus triciclos, como ciclista de apoio ou para acompanhar “os amigos com problemas” (como eles chamam as pessoas que têm essas deficiências) que não são ciclistas em seus momentos livres, evitando a exclusão social.
Você pode entrar vossos donativos na conta IAM ES37 2080 5141 3530 4000 9409 e obter mais informações no Facebook (Discamino) ou no seu blog nuncaserabastante.blogspot.com

@franchicosport

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