O ESPORTE ALÉM DOS TWEETS, AS MEDALHAS DE INTERROMPEU O MEU GPS

Aqui você pode ler o comentário com o que o nosso editor Fran Cara abre, este mês, o Sport Life. Aqui tem mais informações sobre os conteúdos da revista de julho. http://www.sportlife.es/rss/sportlife/articulo/sumario-sport-life-195-julio-2015

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Já fiz esta reflexão no meu blog “O peixe Rapaz come o grande” e quis levá-la também para a revista porque em pleno “boom” do esporte (é preciso apenas ficar parado um tempo na rua e não tardará a passar alguém correndo) eu vejo certas coisas que eu não gosto.
O primeiro são os “profissionais amadores”. Cada vez conheço mais coisas de gente tão contratada no esporte que se esquecem de que não são nem podem viver como Contador, Noia ou Carolina Marin (quis expressamente citarla porque me parece que já há que reconhecê-la como um grande do nosso esporte; basta que seja possível aproveitar tudo o que nos está dando para que o esporte se introduza nas escolas e se faça pedreira).

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Toda a sua vida pessoal, familiar e de trabalho estão marcadas pelo o que exige o plano de treinos. Entrar desafios é algo fantástico para experimentar crescimento pessoal através do esporte, mas o grande triunfo é torná-lo compatível com a sua vida diária. Que a medalha de interrompeu não seja à custa de não saber nem o curso em que está o seu filho pequeno. Curiosamente, muitas dessas pessoas não gostam do caminho: começa no triatlo e quer ser Ironman em alguns meses; se lhes dá o trail running sua terceira corrida é já uma de 100 km
Outro tema que me preocupa é o excesso de materialismo. Antes de mais nada, eu sei porque as revistas especializadas somos em parte culpados que pareça que sem a bicicleta com câmbio eletrônico ou sem um GPS que recebe até as suas chamadas do seu telemóvel, não se pode dar nem o primeiro passo. Em seguida, as garagens estão cheias de bicicletas super que foram usado um par de vezes, porque tudo o que precisa para fazer esporte é realmente ter vontade.
E me resta comentar o tema das redes sociais. Compartilhar com seus amigos (se seus amigos são esses que se agrupam no Facebook ou no twitter) o que se passa quando você faz esporte me parece o ideal, mas para muita gente já é ao contrário “para ver se terminamos que eu tenho que carregá-lo”.
Por cima das medalhas de interrompeu a bicicleta galáctica de câmbio automático ou um post com os milhares de “Eu gosto” é aquela sensação única que você tem quando sais de bicicleta, apesar da chuva, quando sais a correr e desfruta sofrendo (que não há lógica alguma que o explique); é aí onde se esconde a verdadeira essência do esporte e a resposta de por que amanhã voltaremos a sair, embora faça 40 graus ou 10 abaixo de zero.

@franchicosport

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